terça-feira, 21 de agosto de 2007

Sem titulo

É, a vida de jornalista iniciante esta braba, se bem que nem jornalista iniciante se consegue ser mais. Não sei se estou errado, mas me parece meio impossível se conseguir emprego nessa área em Bagé. Os responsáveis pelas empresas que trabalham com profissionais da área do jornalismo sempre pedem experiência profissional, que no meu caso e no de muitos conhecidos que esperam um dia ser jornalistas, sequer existe, caso contrário tchau.

O problema é que pra se ter experiêcia na área, alguém deveria abrir espaço para iniciantes, mas não é bem assim que acontece.

Parece que pra conseguir emprego ou mesmo um estágio não remunerado em jornais ou empresas que trabalham com jornalistas em Bagé você precisa de Q.I.(quem indica) ou então precisa prostituir sua ideologia, servindo de carpete, lambendo genitálias de pessoas importantes, porque apenas puxar acho que já não é o suficiente, enfim, acabar com sua auto-estima. O pior é que vejo pessoas fazendo isso o tempo todo e se dando bem.

Isso me revolta, e garanto que a muitas outras pessoas também, mas não há nada que eu possa fazer quanto a isso. Ainda não resolvi me vender.

A solução parece, no meu ponto de vista, procurar um trabalho nada a ver com jornalismo e comunicação social ou ser um desempregado como eu, que tem que ser sustentado aos 21 anos de idade por mamãe, que mal paga suas contas pra me sustentar e pagar meus caros e ainda inúteis estudos.

Outra opção é deixar a terrinha querida, que por mais amores que tenhamos por ela não nos dá oportunidade e apesar do mundo da noticia estar por aí fazendo seu som característico, poucos conseguem o acompanhar. Sem falar em outros ideai que sopram em outras direções.

A piramide etária de Bagé esta se afunilando na base, e não é culpa dos jovens. Somos obrigados a juntar a bagagem, pegar o trem e ir procurar oportunidade em algum lugar que não nos deixem de fora do mercado de trabalho.

É uma pena, pois apesar da maioria das pessoas gostar de viajar, sempre é bom voltar pra casa quando o final de semana acaba.

O problema é que esse final de semana nunca acaba.

Émerson Pinheiro Sabedra

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Estamos todos mortos ?

Não sei, mas parecemos estar.
Ontem vi um documentario sobre o movimento estudantil desde sua criação até os dias de hoje.
Todo mundo sabe que os estudantes não estão fazendo nada. Pelo menos os gauchos. Se foi a época em que haviam mobilizações estudantis em favor de um Brasil melhor. Desculpem-me os politicos, mas a democracia é mérito nosso! Anos atrás todos saiam às ruas lutar(literalmente) pelos seus direitos. A época de ouro no movimento estudantil, no meu ponto de vista(sempre), foram as décadas de 50, 60 e um pouco de 70. Salvo o ano dos cara-pintadas. Hoje em dia não se fala mais em UNE ou UBES na televisão, e aqui no RS eu nunca ouvi falar de nada significativo que os estudantes fizeram.
Bá, assim fica dificl. Assim como eu, muitos estudantes estão preocupados ou indignados com o estado em que o Brasil se encontra. Também, não é pra menos. Mas não fazemos absolutamente nada pra melhorar. Quando foi a ultima vez que se teve noticia de um estudante protestando firmemente contra politicos corruptos? Eu nunca vi.
Eu me sinto de mãos atadas. Sou do tipo de pessoa que precisa de um empurrãozinho pra tomar frente a esse tipo de coisa. Nós jovens parecemos desacreditados em nosso país.
Os estudantes não se juntam mais. É uma pena, pois vá procurar em um livro de história como foi a participação estudantil na politica brasileira até os anos 70.
Eu tenho vergonha de mim, e dos que me rodeiam. Estamos todos desamarrados, mas com medo. Sim, medo. Qual outro motivo para essa paralização em que nos encontramos.

Deviamos nos apoiar na memória dos mortos e torturados durante a ditadura militar.
Não deixemos o sonho de uma patria amada melhor do que a que temos hoje.
Deixemos de ser omissos, medrosos. Vamos tomar frente.
Esse é meu pensamento, embora ainda me falte a coragem.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Posso até estar errado, mas...

O mundo tá me dando medo!
Esses dias eu pensei: Faz tempo que não vejo as crianças jogando bola na frente de casa!
Na verdade, faz um tempão que eu não vejo criança alguma na rua!
Tá, eu sei, tem todo aquele papo de violência, mas ninguém além de mim já pensou em negligência ???
No meu tempo de guri se jogava bola no meio da rua, se ficava com os pes encardidos e grossos embaixo. Mas se fazia "as golera" com os chinelos e se jogagava de pé descalço.
Quanto tempo faz que eu não escuto "1, 2, 3, livre eu!", ou "é tú que pega!!".
Bom, eu sei que estou sendo radical demais. Nos bairros mais pobres ainda da pra escutar esse tipo de coisa em um periodo grande de tempo.
Posso estar errado, mas é muito mais comodo pros pais hj em dia, ao invés de ter que colocar um band-aid no joelho do seu filho que caiu jogando bola na rua, pagar a conta de luz do video-game e do computador. Apesar de se falar em dinheiro.
É muito mais facil deixar que o guri se crie na frente de um pc, dá menos trabalho.
Acontece, na minha cabeça, asim: "Tá, te senta aí na frente do pc e te cria sozinho".
Coitadas das crianças, que pensam valer mais a pena ficar na frente de um jogo de futebol com gráficos super-realistas do que jogar bola na calçada. -OLHA O CARRO!- Isso era sempre eu que dizia.
Pra quê comprar uma bola de futebol e deixar que seu filho se machuque jogando bola, ou pior, suje a roupa! Imagina só que catastrofe.
Eu fico muito aborrecido com isso!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A NEW HOPE( pra mim )

Com uma crescente infinidade de flogs, blogs e paginas de compartilhamento de videos, cada vez mais a internet tem se mostrado uma ótima ferramenta de comunicação.
Jornais online já não são apenas cópias de suas versões impressas. Eles são feitos especialmente para a web. Apesar de ainda ser uma sopa de estilos o jornalismo online vem cada vez ganhando mais espaço e legitimidade. As ideias estão se espalhando em tempo real o tempo inteiro.
Pensando nas possibilidades de troca de informações criei este blog.
Nele darei criticas diversas, sobre assusntos diversos e sobre meu ponto de vista em vários aspectos.
Espero que todos que visitarem possam tirar proveito de algo e debater os casos citados entre sí.

Desesperadamente, Émerson Sabedra
09/08/2007 D.C.